Sobre literatura e camisetas

SOBRE LITERATURA & CAMISETAS

Como todos já sabem, a literatura surge quando o homem primitivo começa a narrar de forma oral seus grandes feitos, as grandes caçadas ou como conseguiu enfrentar um grande predador. Até hoje quando narramos uma situação adversa, quase sempre tentamos, no desejo de manter a atenção do ouvinte, misturar realidade e ficção. Isso dá um caráter épico para narrativa. 

Na Roma antiga era comum vestir uma peça branca de linho (a ancestral da camiseta de hoje) por baixo da túnica para conter a transpiração. 

No início do século passado, a camiseta esteve presente na primeira e na segunda guerra mundial. Os soldados a usavam para se proteger do frio ou do calor. 

No fim da primeira metade do século XX, ganha outra conotação, a camiseta se torna instrumento de campanha eleitoral nos Estados Unidos. Começa ai o uso como veículo de propaganda. 


Mas para o bem de nossa amada camiseta, o cinema traça outro rumo, a camiseta sai da condição de coadjuvante, começa a ser protagonista neste vestuário e deixa de ser usada como roupa de baixo. 


Os anos 60 inauguram uma nova era para essa peça, a camiseta vai para as ruas com suas estampas de protestos e bandas de rock. A contracultura agradece. 


Ninguém pode afirmar ao certo quando aconteceu esse encontro entre literatura e camiseta, mas a partir da década de 70 os primeiros poemas e trechos em prosa começam a se fazer presente nas estampas das camisetas. A literatura ganha mais uma forma de exposição.

Nos dias de hoje não é difícil cruzar com alguém “vestindo” um poema de Drummond, Vinicius, Cecília Meireles, Maiakovski...

A verdade é que a camiseta está presente em qualquer guarda-roupa ou mochila de viagem, sendo pobre ou rico. Nada mais democrático do que isso! 


E Contrariando a “ditadura da moda”, o uso da camiseta nos faz pensar que estar na moda é se sentir confortável com a roupa que usamos.

Poetemos pois!

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